Como o jornalista destacado para a cobertura do jogo de ontem permanece em parte incerta, decidiu a Administração da SAD publicar um texto que lhe chegou via email, enviado por Valentim Augusto, editor de Desporto da Folha Cultural de Lordelo do Ouro. A Administração da SAD questionou a isenção do repórter já que numa das equipas joga um familiar seu e trabalha para o mesmo grupo de um dos Administradores da SAD (ver aqui e aqui). V.A. respondeu que estava registado no Sindicato dos Jornalistas e que só não possuía a carteira profissional por esta lhe ter sido roubada em 1972 durante a inauguração da linha 18 pelo famoso carteirista da época, o Quinas do Aleixo, quando cobria o acontecimento para o Primeiro de Janeiro. Estas informações e a leitura prévia do texto mostram que estamos em presença de um jornalista isento e conceituado cuja experiência fala por si.
Segue-se a reportagem:
Eh pá, assistimos ontem na Arrábida a um grande jogo em que mais uma vez o futebol físico e pragmático venceu (20-17) o futebol bonito virado para o espectáculo. Ainda há dias estava a dizer à minha Biazinha que não sabia onde é que isto ia parar. Que o futebol tinha cada vez menos gente porque as equipas só pensavam nos resultados. O que a gente quer quando vai ao estádio é ter um bom serviço de sandes de couratos e cervejinha sempre a correr. Mas também quer ver um bom espectáculo com muitos golos e não onze matulões a defender (dez, se o Ricardo jogar). E o que vimos ontem? Vimos uma laranja mecânica renovada a produzir um futebol espectáculo, um futebol que dá gosto ver, contra uma equipa de vikings que não paravam de correr sempre à espera do erro para poderem marcar. Enquanto os laranjas desenvolviam um futebol geométrico, cheio de nuances técnico-tácticas, digno de constar nos compêndios do futebol, os Mossinhos (N.R. Outro que tem problemas com os esses. Queres ver que este é que é o Van Gaal?) limitavam-se a colher os frutos de um futebol etíope, cheio de maratonas, cujo único fito (N.R. Único quê?) era marcar fosse como fosse. Fez-me lembrar as finais que a saudosa Laranja Mecânica perdeu ou os 4-0 que o Milan do pragmático Capello enfiou ao Barcelona de Cruijff numa final dos Campeões. Ou mais recentemente, quando os cavalões do Artemedia vieram ganhar ao nosso Dragão. É o triste fado das grandes equipas.
V.A.
6 comentários:
Este homem andou perdido
Oh!!!
Van-----Gal
Já estavamos com saudades tuas?????
Xuta......Mas levanta a Cabeça
GGGGGGUUUUUUURRRRR...................
Ontem nem deu......para aquecer....
Objectivo capote...não foi atingido.quisemos dar hipoteses aos mais fraquinhos...
Ó doc se tivesses tanto jeito pra jogar futebol como pra inventar tavas garantido. Vocês parecem o Peseiro: quando perdem são os maiores quando ganham... já ganharam alguma vez?
è com enorme surpresa que constato que a SAD se tornou "melómana", assim, sabendo nós que ela gosta de música, não contava(sim, contava, não "cantava") que tentasse dar música aos fieis leitores deste blog que, apesar de tudo, andam informados pelo que pela arrábida acontece em termos futebolisticos.
Escolheu a SAD um titulo " O Triste Fado", para retratar a sua exibição!!! ora, um tema apropriado, pois o fado existe, o fado é triste e por vezes desgarrado, tal como SADicamente se compara o modelo de jogo.
Constou-se que a equipa denomindada de "mossad" aplicou não um fado pimba, mas sim uma valsa, tal os passes ensaiados e em autentico carrossel circundante, trocava os olhos aos jogadores adversários que honra lhes seja feita, ter-se-ão engalanado e porporcionado um excelente resultado.
Por falar em música e por a minha mulher querer ouvir Lambada, vou sambar daqui.
bem hajam
Não amira que o Senhor Valentim Augusto esteja confinado a editor de desporto da ilustrissima Folha Cultural de Lordelo do Ouro, tendo em consideração que considera "bonito virado para o espetáculo" o futebol, de chuta a bola p'rá frente a ver se acerta na cabeça do avançado e entra,praticado pela SAD.
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